Manter o animal de estimação livre de parasitas

Com a chegada da Primavera e, consequentemente, do aumento das temperaturas, aumenta também a quantidade de parasitas externos (sobretudo pulgas e carraças) que podem afetar os nossos animais de companhia. Manter os animais livres de parasitas externos (ectoparasitas) é fundamental para que eles permaneçam saudáveis. Para além do desconforto e incómodo que causam ao animal, as pulgas e carraças são agentes transmissores de doenças como babesiose e ehrlichiose (doenças vulgarmente conhecidas como febre da carraça), hemobartonelose ou dermatite alérgica à picada da pulga. São também agentes zoonóticos, isto é, podem causar doença nos seres humanos. A prevenção é a melhor forma de garantir que o animal e o ambiente onde ele vive não ficam infestados por parasitas. A prevenção deve ser feita regularmente, durante todo o ano. Não é correto desparasitar externamente apenas durante a Primavera/Verão; há parasitas que sobrevivem mesmo nos meses mais frios e, com as alterações climáticas, cada vez mais temos dias amenos mesmo em pleno Inverno, pelo que se mantêm as condições para que os parasitas se possam desenvolver. Um erro também comum é pensar-se que os animais que vivem exclusivamente dentro de casa não precisam de ser protegidos. É verdade que estes animais não estão tão expostos a estas infestações como os animais que têm acesso ao exterior. No entanto, por diversas vezes, somos nós, proprietários, que levamos para dentro de casa ovos de pulga, nos sapatos ou na roupa, pelo que facilmente os animais podem também ficar infestados. Atualmente, existem disponíveis no mercado várias opções para a prevenção do aparecimento de ectoparasitas: pipetas, coleiras, comprimidos, sprays, etc. A escolha da melhor opção deve sempre ser avaliada com aconselhamento médico-veterinário. Consoante a idade, peso, ambiente em que vive, frequência de banhos, etc., deverá ser escolhido o melhor desparasitante externo para o animal em questão. O correto aconselhamento é fundamental para que não seja escolhido o desparasitante errado ou inadequado para a situação em particular e é fundamental que seja aconselhado sob a forma mais correta de administrar o produto escolhido, caso contrário este poderá não ser eficaz. No caso de animais que vivem ou viajam para zonas endémicas em Leismaniose (doença transmitida através da picada de um flebótomo), deve também ser feita a prevenção contra esse tipo de parasitas (nomeadamente flebótomos e moscas). Para uma correta prevenção, informe-se sempre com o seu médico veterinário.

 

Daniela Moreira – Médica Veterinária